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FOCUSSOCIAL

Uma pausa com… Samuel F. Pimenta

Samuel F. Pimenta nasceu a 26 de Fevereiro de 1990, em Alcanhões, Santarém. Começou a escrever com 10 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

Em 2012, venceu o Prémio Jovens Criadores na vertente de Literatura, promovido pelo Governo de Portugal e pelo Clube Português de Artes e Ideias, com o poema “O relógio”. Recebeu, em 2014, a Comenda Luís Vaz de Camões, atribuída pela “Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas”, no Brasil, assim como o Prémio Liberdade de Expressão 2014, atribuído pela Associação de Escritores de Angra dos Reis, Brasil.

Tem participado em diversas conferências e encontros literários nacionais e internacionais e tem colaborado com publicações em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Galiza.

Em 2015, foi um dos vencedores das Bolsas Jovens Criadores, do Centro Nacional de Cultura, para a realização de uma residência artística e a escrita de um novo romance. Em 2016 viu, pela primeira vez, uma obra sua adaptada a teatro, “O relógio”, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, em Lisboa.

Actualmente, divide-se entre Lisboa e o Ribatejo, é editor, cronista e escreve regularmente para o seu blog pessoal – http://samuelfpimenta.blogspot.pt/

Os números que venceram os nomes

Os Números que Venceram os Nomes

Num futuro distante, comprovada matematicamente a existência de Deus, os homens são obrigados a trocar os seus nomes por números. Ergue-se uma ditadura global, em que todos são controlados e descaracterizados, uma sociedade de uma única religião, em que os algarismos definem tudo – pessoas, países, ruas, animais – em detrimento da essência de cada um.

Um Nove Um Seis é um rapaz sozinho, que trabalha num call center, obcecado com o seu telemóvel – mais um cidadão anulado entre os milhões que levam uma vida repetida e programada, sob a vigilância do Estado. Até que, certa noite, um imprevisto encontro com um gato de rua lhe provoca um ataque psicótico, que leva as autoridades a fechá-lo num hospício.

Internado, Um Nove Um Seis partilha o quarto com um velho que lhe fala da resistência ao regime: um grupo de pessoas que se sublevam escrevendo poesia, recolhendo animais vadios e atribuindo-se nomes em vez de números. Com o velho e um gato como cúmplices, Um Nove Um Seis decide tentar descobrir quem é – além de um número num sistema de dados.

Neste surpreendente romance, Samuel F. Pimenta consegue, com uma destreza literária que nos prende do início ao fim, contar uma história inovadora e empolgante, que, embora passando-se num futuro imaginário, questiona muitos dos problemas das sociedades contemporâneas – a substituição estéril de um mundo espiritual por uma realidade puramente material.

 

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