loading…

FOCUSSOCIAL

Pela 1ª vez na história dos Jogos Olímpicos

Participam atletas refugiados

Pela primeira vez dez refugiados de quatro países integram a Equipa Olímpica de Atletas Refugiados que disputa os Jogos do Rio 2016. Composta por dois nadadores sírios, dois judocas da República Democrática do Congo e seis corredores de África (um da Etiópia e cinco do Sudão do Sul) a equipa está a dar que falar.

Todos eles deixaram os seus países devido a conflitos e perseguição, e encontraram refúgio na Alemanha, Brasil, Bélgica, Luxemburgo e Quênia. Os dois judocas Popole Misenga e Yolande Mabika vivem no Rio de Janeiro. É a primeira vez, na história dos Jogos Olímpicos, que haverá uma equipe composta exclusivamente por atletas refugiados.
Em comunicado oficial a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) comemorou o anúncio da equipe. “A iniciativa de montar um time de refugiados para os Jogos Olímpicos manda uma forte mensagem de apoio e esperança para os refugiados ao redor do mundo. Esta iniciativa chega no momento em que, mais do que nunca, milhares de pessoas têm sido forçadas a deixar suas casas por motivos de conflitos armados, violação de direitos humanos ou perseguição”, afirmou o ACNUR. Ao final de 2014, a população global de refugiados, deslocados internos e solicitantes de refúgio era de 59,5 milhões de pessoas.

A Equipe Olímpica de Atletas Refugiados competirá em nome do COI e sob a bandeira olímpica. Na cerimónia de abertura dos Jogos do Rio, agendada para o dia 05 de agosto, a equipe desfilará imediatamente antes da delegação brasileira. “Estamos muito satisfeitos com a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados. São pessoas que tiveram suas carreiras esportivas interrompidas após serem forçadas a abandonar seus países devido à violência e à perseguição. Agora, estes atletas refugiados de alto nível finalmente terão a chance de seguir seus sonhos. A participação deles nas Olimpíadas é o resultado da coragem e perseverança de todos os refugiados que se esforçam para superar as diferenças e construir um futuro melhor para eles e para suas famílias. O ACNUR solidariza-se com todos os refugiados”, afirmou o Alto- Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi.
A participação de refugiados nas Olimpíadas representa um marco fundamental na parceria de longa data entre o ACNUR e o COI. Esta relação, que já se estende há 20 anos, promove o desenvolvimento e o bem-estar dos refugiados no mundo todo, em particular das crianças

Para o Representante do ACNUR no Brasil, Agni Castro-Pita, que também conduziu a Tocha Olímpica, “a parceria entre ACNUR e COI promove visibilidade para a situação dos refugiados no mundo todo e relaciona os valores olímpicos fundamentais da tolerância, solidariedade e paz com a necessidade da pessoa refugiada. Durante os Jogos Olímpicos, a comunidade internacional reúne-se para uma competição pacífica e este é um momento singular para estender esta mensagem a qualquer pessoa no mundo, considerando a diversidade como elemento fundamental para a sociedade global para que se possa conviver em harmonia, sem qualquer tipo de discriminação”.

Fonte: www.acnur.org

Enviar por email