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FOCUSSOCIAL

“O país interior é diferente do país litoral e no próprio interior do país, coexistem diversos interiores”

por Marta Vaz

Fotografias: Arquivo Municipal de Mesão Frio

Vila Real é logo ali, agora é. Dantes era enfrentar o Marão em curvas sucessivas e apertadas. Divertidas para uns, tortuosas para outros. Geografias alcantiladas de alcatrão e de terra até chegar a terras de grande beleza e fascínio, promessa de um poético “reino maravilhoso” de difícil acesso, mas de gentes peculiares, de vinhos e iguarias gastronómicas inesquecíveis, de paisagens de cortar a respiração. Havia barro de Bisalhães na berma da estrada, à venda, e caixas de legumes e frutos, de sabor autêntico, ainda “o biológico” não era pretexto para a escalada de preços. Agora, a viagem é plana, faz-se num ápice, Porto – Vila Real, uma hora. São as facilidades das autoestradas e dos túneis abertos no ventre das montanhas.

A rapidez como moeda de troca para lugares onde o tempo, às vezes, ainda se demora. Mas a facilidade na chegada ou na partida, não toca a todos os concelhos do distrito. A Mesão Frio, por exemplo, sem carro, não se chega rapidamente. Não há estação de comboio na vila (só na Rede) e as camionetas são muito, muito escassas. Se a vida muda do litoral para o interior de Portugal, também não é menos verdade que no próprio interior do país há interiores bastante distintos entre si que clamam por resoluções específicas. Os investimentos em terras transmontanas vão sendo feitos aqui e ali ao longo de vários períodos e em diferentes conjunturas. Tranches de euros a ver se a agricultura se alavanca e moderniza cada vez mais; a ver se a saúde capta o interesse de médicos e enfermeiros, nomeadamente nas especialidades, que são raros e a população precisa deles; a ver se os malefícios da interioridade e da desertificação se interrompem ou, pelo menos, esbatem; a ver se a criação de empregos ajuda a fixar as pessoas, nomeadamente os jovens; a ver se as políticas de incentivo à natalidade se multiplicam; a ver se o isolamento e a solidão dos mais velhos se dissipa; a ver se as respostas sociais aumentam e os projetos de economia social se tornam sustentáveis e não soluções avulsas com fim à vista. Enfim, a ver se a qualidade de vida de todos, particularmente da população sénior e crianças aumenta e faz cidadãos mais participativos, mais solidários, mais felizes.

Fomos ouvir dois autarcas (presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio e vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real), saber o que estão a fazer os seus municípios em prol dos seus habitantes, que votaram neles, pela primeira vez, em 2013 e lhes deram mais quatro anos, para os conduzirem na direção de um futuro mais apetecível, mais reconfortante, com mais bem-estar. Há muito para fazer, é certo, mas a mudança – para melhor – está em curso. Apesar de alguns projetos terem os dias contados.

“A verdadeira política aciona medidas para que as pessoas vivam felizes”

E se Vila Real tem António Cabral e Miguel Torga, entre outros escritores, Mesão Frio tem Domingos Monteiro, nascido em Barqueiros, uma das freguesias mais emblemáticas. Entre a sua obra encontramos, “Paisagem Social Portuguesa”, publicado em 1944, permitindo-nos notar as preocupações do escritor com a sociedade portuguesa de então, especialmente com as condições de vida da população. Atento a essa mesma “paisagem”, social e humana, está também o atual presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Alberto Monteiro Pereira, eleito pelo Partido Socialista, a cumprir o terceiro mandato, convicto da missão que se propôs levar a cabo em nome do bem-estar da população e de uma terra que sente muito sua. É natural de Baião, ali ao lado, casado, pai de três filhas de quem não esconde o orgulho e a ternura que sente. Como não esconde a sua origem, humilde, nem as histórias duras que lhe moldaram o caracter. Como não esconde a profunda admiração que tem pela Senhora Dona Laura, sua mãe, “mulher avançada para a sua época e condição”, dona de uma grande clarividência “de uma extraordinária capacidade de trabalho”, de muita vida e otimismo.

Alberto Pereira é de uma sinceridade desarmante: “vivíamos com grandes dificuldades e a minha mãe, com pouca instrução, optou por, mesmo assim, pôr os filhos a estudar. Sabia que a educação valia mais do que qualquer propriedade, quinta ou terreno, sabia que apesar de rude, o caminho faz-se caminhando, valorizando a aprendizagem, não só a escolar, que é fundamental, como a que a vida nos vai proporcionando através da experiência”. E, na verdade, quando se tem vontade, o caminho faz-se mesmo descalço, mesmo quando os primeiros sapatos chegam aos 10 anos de idade. “Eu não tinha de lhe contar isto, mas assim, talvez se perceba melhor algumas das opções que faço à frente deste município e mesmo como presidente da Santa Casa da Misericórdia, noutras funções que assumo; na minha vida. Sou um homem absolutamente ciente do lugar de onde venho e para onde me dirijo. Sou muito atento às pessoas e às suas necessidades, compreendo bem o que é lutar contra injustiças, o que é ambicionar uma vida mais digna; sou essencialmente um homem de muito trabalho. Sempre trabalhei e continuo a trabalhar muito. Houve um período da minha vida em que saía da Escola, de dar aulas, e ainda trabalhava num café, a servir à mesa, num negócio de família”. Alberto Pereira é licenciado em Biologia pela Universidade do Porto. Lembra-se bem do espanto que sentiu quando entrou pela primeira vez numa biblioteca, com 16 anos. Como se lembra de todas as voltas que deu, dos caminhos que percorreu, noite cerrada, para ir para a escola primária. E depois, a seguir para dar continuidade aos estudos. “Tinha comboio, na Ermida, às seis da manhã. Era muito longe, tinha de andar muito e em condições difíceis. Saía muito cedo e chegava muito tarde a casa, às nove da noite. Era necessária muita determinação para continuar e eu continuei”. Sempre deu aulas de biologia, ciências e matemática e, uma parte dos seus munícipes, trata-o por professor e não por presidente. “Tive muitos ex-alunos a votarem em mim, disso não tenho dúvida nenhuma, até porque me revelaram o seu apoio. E é muito gratificante saber que fui importante na vida de alguns deles, que lhes dei ferramentas para trilharem o seu próprio caminho”. Mas, o contrário, também é verdade. Também houve alunos que lhe marcaram a vida docente: “um dia, após ter pensado muito no assunto, fui a casa de uma aluna falar com o pai dela. Foi uma conversa bastante difícil e, creio, não voltou a maltratar a filha nem a impedi-la de ir à escola. Foi num tempo em que, confesso, cheguei a ir a casa de alguns alunos para os motivar e trazer de volta ao ensino”.

Mesão Frio

“Temos trabalhado em diversas frentes para que esta região seja e se mantenha apetecível para residentes e turistas”

São muitas as circunstâncias que fazem de Alberto Pereira um presidente próximo da população. Gosta e valoriza o contacto com as pessoas, aprecia sair do seu gabinete, na Câmara Municipal, e passear-se pela antiga vila medieval que, em tempos idos era ponto de passagem privilegiado. É uma vila carregada de história, das poucas que ainda mantinha em vigor, até há bem pouco tempo, as “penas d´agua”, a que Alberto Monteiro pôs fim, mesmo sendo uma das famílias beneficiadas. “Sei que, com esta decisão, arranjei mais alguns inimigos, mas tinha de fazer o que me parece justo”.

Mesão Frio, considerada “a porta do Douro”, por excelência, dada a sua localização geográfica é, ainda, conhecida por ter o rio Douro a serpentear aos seus pés, em paisagens deslumbrantes, de magnífica beleza e por, nas sua terras alcantiladas, estarem afincados marcos de granito que perpetuam e assinalam a mais antiga região vitícola demarcada e regulamentada do mundo.

Mesão Frio

E se chegar e partir de Mesão Frio, sem carro, oferece dificuldades, pela escassez de transportes públicos e horários, o turismo, cada vez mais, faz com que seja uma região bastante procurada, realidade a que o município não é indiferente e tudo faz para que o concelho seja uma referência na oferta turística da região. “Temos trabalhado em diversas frentes para que esta região seja e se mantenha apetecível para residentes e turistas. Se torne, cada vez mais, uma referência a vários níveis. Mas, como sabe, o país do interior é diferente do país litoral e no próprio interior do país, coexistem diversos interiores. Temos um país muito desigual, muito assimétrico e as necessidades da população são condicionadas também por essa condição. Nós, aqui, empreendemos uma luta constante para fixar a população, para as pessoas não irem embora. Apostamos na criação de emprego e fico sempre muito contente, de cada vez que conseguimos criar e manter um posto de trabalho. Ainda agora foram mais dez famílias que conseguimos manter em Barqueiros. É uma satisfação muito grande porque a terra sem pessoas, não é nada. A desertificação do interior tem de ser rapidamente combatida e com medidas políticas reais, sérias, oferecendo condições de vida mais vantajosas, contribuindo para que se superem outras lacunas advindas da interioridade.  Os impostos, por exemplo, não deviam ser de igual valor para todos, a natalidade devia ser promovida de forma distinta, enfim, adequar as políticas à região e às suas gentes”.

E se noutros tempos, um dos problemas sociais desta região era o abandono de crianças na “roda dos expostos”, atualmente os problemas são outros, bem distintos, de acordo com a evolução da história, claro está. “Fazemos por ter políticas que beneficiem, em primeiro lugar, crianças e idosos e, ainda, as pessoas com deficiência. Trabalho com a minha equipa no sentido de cuidarmos desta população com medidas que vão de encontro aos seus problemas reais. Dar emprego, por exemplo, a pessoas com deficiência, de acordo, evidentemente, com o seu grau de deficiência. Aqui, na Câmara, temos uma funcionária, que está no atendimento, e tem desempenhado muito bem as suas funções apesar da sua limitação. Não podemos ficar só pela retórica, temos de agir, dar o exemplo, sempre que possível”, defende Alberto Pereira.

“Tenho o que nunca pensei ter e sou o que nunca pensei ser”

E, mais uma vez, a sua sensibilidade e experiência de vida norteiam as suas ações, também enquanto edil, e colocam a Educação num lugar cimeiro. Tem, por isso, prestado ajuda às famílias, através da concessão de apoios na aquisição dos manuais escolares aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, do Agrupamento de Escolas Professor António da Natividade. Esta medida é dirigida aos estudantes, deste nível de ensino, que estão abrangidos pelos escalões A e B. Os alunos abrangidos pelo escalão A são financiados na totalidade dos custos dos manuais escolares e os alunos com escalão B, serão comparticipados em cinquenta por cento. Na área da ação escolar e tendo em conta as competências conferidas às autarquias, a Câmara Municipal de Mesão Frio, proporciona igualmente transporte gratuito a todos os alunos daquele agrupamento de escolas. “É muito importante darmos o apoio necessário numa fase crucial da vida de muitas crianças e jovens. Sem educação não há futuro”, diz Alberto Pereira, acrescentando que “a cada regresso de um novo ano letivo, a autarquia de Mesão Frio volta a conceder apoio aos alunos economicamente carenciados, com aproveitamento escolar, residentes no concelho e que estejam matriculados num estabelecimento de ensino superior ou técnico-profissional, reconhecidos pelo Ministério da Educação”.

Mesão Frio tem ainda um certificado de “Cidades Amigas das Pessoas Idosas” no âmbito de um projeto que visou identificar práticas e serviços em Portugal, facilitadoras do dia das pessoas com mais de 55 anos. Foi cofinanciado pela Direção Geral da Saúde e pela Fundação Calouste Gulbenkian e foi aberto a todos os municípios, associações com interesse na população sénior, instituições académicas e pessoas interessadas em tornar as suas cidades mais amigas das pessoas idosas. “Mas mesmo que não tivéssemos esse certificado, a população mais idosa continua a ter toda a nossa atenção, não só pelo princípio de que todos merecemos ser tratados com dignidade, mas também porque realmente nos preocupamos com as pessoas que estão mais isoladas. Temos muitas atividades direcionadas a esta população em especial. Temos, por exemplo, aulas de educação física e piscina; temos um serviço de saúde móvel; temos um serviço de pequenos consertos domésticos. Mas também damos atenção e apoio em situações de habitação muito degradada. Colocamos janelas, portas e telhados novos.  Fazemos, com as limitações que temos, financeiras e outras, tudo para que as pessoas vivam mais e o melhor possível”.

E do futuro, Senhor presidente, enquanto autarca, o que espera mais? “Tenho o que nunca pensei ter e sou o que nunca pensei ser”, responde Alberto Pereira, com a serenidade e a convicção de quem quer ficar naquela terra e continuar a defender os seus munícipes, o bem-estar dos cidadãos de Mesão Frio, “uma terra com muito potencial e na qual acredito profundamente. Temos de continuar a trabalhar, não baixar os braços porque, há sempre coisas a melhorar, há sempre mais a fazer pelas pessoas. E a política deve trabalhar visando o interesse superior das populações. Isso é, para mim, a verdadeira política, a que aciona medidas para que as pessoas vivam felizes”.

Mesão Frio

Projeto Porta D’Ouro a cuidar do bem-estar da população

Mesão Frio é um concelho rural e, como reconhece o seu presidente, sofre de desertificação que importa combater. Tem atualmente 4926 habitantes e, alguns deles, os mais velhos, padecem de forte isolamento, “numa exclusão do tipo relacional, privada da respetiva família, experimentando situações de completa precariedade relacional, habitacional e económica, sendo isto fator de preocupação”, lê-se no preâmbulo do projeto Porta D`ouro, fruto dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social Terceira Geração” (CLDS-3G). São projetos criados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e “têm como principal objetivo combater a pobreza e exclusão social, sobre alguns territórios de maior risco de exclusão e onde as fragilidades aos níveis de emprego, formação e qualificação, intervenção familiar e parental e capacitação da comunidade e das instituições são acentuadas.” No que reporta a Mesão Frio, está no terreno, desde novembro de 2015, em diversas frentes, o projeto Porta D`ouro - CLDS-3G, operacionalizado pela Santa Casa da Misericórdia local. Diversas ações foram pensadas e colocadas em prática para combater problemas como baixo nível de escolaridade; baixa qualificação profissional; desemprego; precariedade habitacional, desajuste psicossocial (elevados hábitos alcoólicos e outras dependências; desestruturação familiar); isolamento da população idosa, falta de aproveitamento dos recursos e potencialidades do concelho e um significativo número de pessoas beneficiários do rendimento social de inserção.

“A vida da nossa população, sem este serviço, é bastante diminuída e perde qualidade de vida”

O “Transporte Solidário”, por exemplo, é um dos serviços de maior utilidade no concelho e que tem uma grande importância no quotidiano das pessoas. “A vida da nossa população, sem este serviço, é bastante diminuída e perde qualidade de vida”, explica Ana Amaral, coordenadora do Projeto Porta D’Ouro CLDS 3G, no qual este serviço está inserido. Tecnicamente falando, a iniciativa visa “a capacitação da comunidade e das instituições, tendo em vista a mobilidade de pessoas a serviços públicos de utilidade pública, a nível local, reduzindo o isolamento e a exclusão social”, explica Ana Amaral, acrescentando que é um “serviço destinado à população carenciada, como intuito de aproximar os serviços públicos aos residentes que se encontram a vivenciar situações de isolamento, exclusão social ou carência económica, minimizando a insuficiente rede de transportes públicos no concelho de Mesão Frio”. Claro que há regras que tem de ser aplicadas para que os cidadãos possam beneficiar deste projeto. O agregado familiar, cujo rendimento per capita não seja superior a 40% do salário mínimo nacional, pode inscrever-se. Mas há outras limitações e regras para cumprir. Pelo menos, até setembro de 2018, o serviço está assegurado. Depois logo se verá como é que alguns cidadãos se deslocam aos serviços de saúde não urgente, à Segurança Social, aos tribunais, ao Instituto do Emprego e Formação Profissional, e a outros locais sujeitos a análise técnica, como por exemplo, ir visitar um familiar à prisão.

Ana Amaral gosta do que faz, gosta de trabalhar na terra que a viu nascer, está empenhada em dar de si aquelas pessoas. Mesmo contida, o brilho do seu olhar transborda quando fala dos projetos que estão a desenvolver, de como gosta de ver, à sua volta, as pessoas mais felizes, com a vida mais melhorada. Mas a sombra de que as verbas possam acabar e, com isso, os projetos/serviços se possam extinguir e com essa extinção se extinga também a qualidade de vida e a alegria das pessoas, não a larga. “Não é fácil, sabe? Não é fácil dar continuidade a todo este trabalho, como se tivéssemos a certeza absoluta de que temos capacidade de o manter até precisarem de nós. Era tão bom que assim fosse! Mas eu e outros técnicos no terreno, não podemos esquecer que essa possibilidade existe e de nos entristecermos com ela.  Mas, depois, recuperamos a cada dia, pela sensação de termos dado o melhor de nós e termos contribuído para o bem-estar de tantos cidadãos. O que também nos dá alento é saber que, por exemplo, temos um presidente tão empenhado quanto nós estamos, em tudo fazer para continuarmos a dar respostas à população”.

Mesão Frio

Também no âmbito do Projeto Porta D’Ouro, é dinamizado um Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo (GAE) que visa desenvolver o empowerment; a capacidade de despertar ideias empreendedoras na população; incentivar a reconversão/expansão de negócios existentes; reforçar o empreendedorismo social na dinâmica empresarial; desburocratizar processo de implementação de novos negócios através do apoio e informação, relativa aos passos a dar para criação do próprio negócio, como formalidades burocráticas, financeiras, jurídicas, fiscais, entre outras associadas ao processo de criação da empresa. São, ainda, promovidas mostras de produtos turísticos através da realização de um conjunto de ações que os divulgam. “Fazendo Mesão Frio parte da região demarcada do Douro, torna-se premente dinamizá-la como sendo uma fonte de investimento importante para assim tentar cativar investidores”, explica Ana Amaral, acrescentando que “a sinalização, orientação e encaminhamento de ex-alunos é também uma ação realizada pelo GAE, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, no sentido de orientar os alunos que abandonaram ou concluíram o sistema educativo e que não tenham um percurso profissional definido, trabalhando-se as competências pessoais sociais e profissionais, para se delinear a sua orientação profissional, com vista a possível integração no mercado de trabalho”.

No que concerne à intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil são realizadas diversas ações, nomeadamente de promoção da parentalidade positiva e oficinas de participação e cidadania, que contribuem para “o desenvolvimento de um programa de educação parental para famílias de risco, beneficiárias do rendimento social de inserção e acompanhadas na CPCJ”, explica Ana Amaral, acrescentando que “aumentar a autoconfiança e autoestima das famílias; aumentar o seu bem-estar e qualidade de vida; alterar comportamentos parentais; capacitar os pais para a aplicação e utilização de estratégias positivas, minimizando conflitos intra e extrafamiliares; são tudo ações pensadas para trabalhar a inclusão das famílias na sociedade e proporcionar espaços de partilha sobre práticas familiares”.

“Mais Arte, Mais Comunidade” e outros projetos convidam à participação de todos os cidadãos

Por seu lado, o Gabinete de Aconselhamento e Acompanhamento Social (GAAS) atenta nas situações sinalizadas (pelos próprios beneficiários ou por outros técnicos/entidades/comunidade) ao nível social. Trabalha em articulação com o CDSS de Vila Real, CPCJ de Mesão Frio, e outras entidades. No GAAS é também efetuado “aconselhamento e encaminhamento de múltiplas situações, como integrar os utentes nas ações e atividades do projeto; mobilizar/capacitar os beneficiários para a auto resolução dos problemas através do desenvolvimento das suas capacidades pessoais e socias. As situações que careçam de acompanhamento de longa duração terão abertura de processo social individual”, diz Ana Amaral, mencionando outras respostas como o Centro de Atividades Lúdico Pedagógicas onde acontecem várias atividades lúdicas, desportivas, culturais tanto nos períodos de férias escolares como fora deles. Crianças e jovens carenciados ou em risco, dos 6 aos 16 anos, são incentivados e convidados a estilos de vida saudáveis. E não faltam atividades: atelieres de artesanato; de expressão plástica e dramática; oficinas audiovisuais e uma oficina de artes e ofícios, em que os jovens possam ter contacto com os ofícios tradicionais, no sentido de os fazer perdurar no tempo e desenvolver o gosto pelas artes; idas á praia; piscina; visita a espaços culturais (cinema, museus, teatro...); percursos pedestres; atividades de exploração territorial; atividades pais-filhos, entre outras.

Mesão Frio

“Mais Arte, Mais Comunidade” pretende despertar a comunidade para a Arte através de atividades artísticas e culturais, socorrendo-se de ferramentas que permitem “o conhecimento da realidade vivenciada”, para que a mesma possa ser transformada da melhor maneira, por exemplo, no que concerne “ao combate à pobreza e exclusão social, garantindo-se a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social e territorial”. Para que isto possa acontecer chama-se a cena “o teatro do oprimido; orquestras de rua, com instrumentos musicais com materiais reciclados e maratonas culturais/desportivas organizadas pelas associações”. Por sua vez, “Mais Voluntariado, Mais Comunidade” é uma outra iniciativa que pretende abrir um espaço de debate e partilha “de opiniões e preocupações sentidas pela comunidade local aos mais diversos níveis: familiar, social, jurídico, ambiental, saúde, entre outros”, visando, entre Juntas de Freguesia e o Banco Local de Voluntariado, criar um movimento de auto-organização dos habitantes para a resolução dos problemas que afetam a comunidade, como por exemplo, ações de sensibilização sobre limpeza das florestas, tratamento das águas dos fontanários públicos, limpeza de ruas, melhoria dos espaços de convívio ao ar livre a saúde pública; utilização de produtos químicos agrícolas.

Também no âmbito do Projeto Porta D’Ouro, é dinamizado um Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo (GAE) que visa desenvolver o empowerment; a capacidade de despertar ideias empreendedoras na população; incentivar a reconversão/expansão de negócios existentes; reforçar o empreendedorismo social na dinâmica empresarial; desburocratizar processo de implementação de novos negócios através do apoio e informação, relativa aos passos a dar para criação do próprio negócio, como formalidades burocráticas, financeiras, jurídicas, fiscais, entre outras associadas ao processo de criação da empresa. São, ainda, promovidas mostras de produtos turísticos através da realização de um conjunto de ações que os divulgam. “Fazendo Mesão Frio parte da região demarcada do Douro, torna-se premente dinamizá-la como sendo uma fonte de investimento importante para assim tentar cativar investidores”, explica Ana Amaral, acrescentando que “a sinalização, orientação e encaminhamento de ex-alunos é também uma ação realizada pelo GAE, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, no sentido de orientar os alunos que abandonaram ou concluíram o sistema educativo e que não tenham um percurso profissional definido, trabalhando-se as competências pessoais sociais e profissionais, para se delinear a sua orientação profissional, com vista a possível integração no mercado de trabalho”.

No que concerne à intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil são realizadas diversas ações, nomeadamente de promoção da parentalidade positiva e oficinas de participação e cidadania, que contribuem para “o desenvolvimento de um programa de educação parental para famílias de risco, beneficiárias do rendimento social de inserção e acompanhadas na CPCJ”, explica Ana Amaral, acrescentando que “aumentar a autoconfiança e autoestima das famílias; aumentar o seu bem-estar e qualidade de vida; alterar comportamentos parentais; capacitar os pais para a aplicação e utilização de estratégias positivas, minimizando conflitos intra e extrafamiliares; são tudo ações pensadas para trabalhar a inclusão das famílias na sociedade e proporcionar espaços de partilha sobre práticas familiares”.

“Mais Arte, Mais Comunidade” e outros projetos convidam à participação de todos os cidadãos

Por seu lado, o Gabinete de Aconselhamento e Acompanhamento Social (GAAS) atenta nas situações sinalizadas (pelos próprios beneficiários ou por outros técnicos/entidades/comunidade) ao nível social. Trabalha em articulação com o CDSS de Vila Real, CPCJ de Mesão Frio, e outras entidades. No GAAS é também efetuado “aconselhamento e encaminhamento de múltiplas situações, como integrar os utentes nas ações e atividades do projeto; mobilizar/capacitar os beneficiários para a auto resolução dos problemas através do desenvolvimento das suas capacidades pessoais e socias. As situações que careçam de acompanhamento de longa duração terão abertura de processo social individual”, diz Ana Amaral, mencionando outras respostas como o Centro de Atividades Lúdico Pedagógicas onde acontecem várias atividades lúdicas, desportivas, culturais tanto nos períodos de férias escolares como fora deles. Crianças e jovens carenciados ou em risco, dos 6 aos 16 anos, são incentivados e convidados a estilos de vida saudáveis. E não faltam atividades: atelieres de artesanato; de expressão plástica e dramática; oficinas audiovisuais e uma oficina de artes e ofícios, em que os jovens possam ter contacto com os ofícios tradicionais, no sentido de os fazer perdurar no tempo e desenvolver o gosto pelas artes; idas á praia; piscina; visita a espaços culturais (cinema, museus, teatro...); percursos pedestres; atividades de exploração territorial; atividades pais-filhos, entre outras.

“Mais Arte, Mais Comunidade” pretende despertar a comunidade para a Arte através de atividades artísticas e culturais, socorrendo-se de ferramentas que permitem “o conhecimento da realidade vivenciada”, para que a mesma possa ser transformada da melhor maneira, por exemplo, no que concerne “ao combate à pobreza e exclusão social, garantindo-se a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social e territorial”. Para que isto possa acontecer chama-se a cena “o teatro do oprimido; orquestras de rua, com instrumentos musicais com materiais reciclados e maratonas culturais/desportivas organizadas pelas associações”. Por sua vez, “Mais Voluntariado, Mais Comunidade” é uma outra iniciativa que pretende abrir um espaço de debate e partilha “de opiniões e preocupações sentidas pela comunidade local aos mais diversos níveis: familiar, social, jurídico, ambiental, saúde, entre outros”, visando, entre Juntas de Freguesia e o Banco Local de Voluntariado, criar um movimento de auto-organização dos habitantes para a resolução dos problemas que afetam a comunidade, como por exemplo, ações de sensibilização sobre limpeza das florestas, tratamento das águas dos fontanários públicos, limpeza de ruas, melhoria dos espaços de convívio ao ar livre a saúde pública; utilização de produtos químicos agrícolas.

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