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FOCUSSOCIAL

“UM GOLO, UMA ÁRVORE”

Associação dos Amigos do Mindelo para a defesa do Ambiente lança campanha e deixa alerta

E se cada golo, no Mundial de Futebol, valesse uma árvore? Na campanha que a Associação dos Amigos do Mindelo para a defesa do Ambiente (AAMDA) acabou de lançar, vale mesmo. “Aproveitamos o espírito do mundial para lançar a campanha “um golo, uma árvore” e, desta forma, por cada golo marcado pela nossa seleção plantaremos uma árvore em local a definir, através da participação ativa dos cidadãos, que poderão sugerir os locais públicos onde plantar as árvores e, depois, a junta de freguesia, trata da cedência do espaço”, explica Ana Vieira, presidente da AAMDA, acrescentando que “a iniciativa tem como principal objetivo a salvaguarda do património natural e a defesa e promoção da qualidade de vida assentes numa lógica de sustentabilidade, pois um dos problemas que tem surgido na nossa freguesia, Mindelo,  Vila do Conde,  prende-se com a falta de árvores em alguns dos espaços públicos”.

AAMDA tem por finalidade exclusiva a defesa do ambiente, do património natural e construído, da conservação da natureza e a promoção da qualidade de vida no seu território, defendendo que através do desenvolvimento sustentável se alcança um futuro mais “verde” e se protege “a casa comum, o planeta Terra, fazendo, deste modo, as pessoas mais felizes”.

“A presença de árvores é cada vez mais assumida como um fator determinante à garantia da saúde da população local, ultrapassando já, claramente, o clássico conceito de simples elemento estético. São inúmeras e irrefutáveis as evidências do seu contributo para a clara melhoria da qualidade de vida de todos nós, passando pela produção de oxigénio, amenização da temperatura, redução do nível de poluentes, entre muitos outros benefícios”, diz Ana Vieira, explicando que  “apesar dos seus benefícios, as árvores são muitas vezes encaradas de forma negativa, ou mesmo violenta, após simples perceção de incómodos (como a queda da folha, fruto, ou sombra) sentidos com a proximidade do arvoredo, levando a que se encare frequentemente como um objeto descartável, desagradável, e sem utilidade, levando ao seu abate”.

Portugal

Ora esta campanha não só lança o debate sobre este tema como sensibiliza para a importância da árvore no espaço público, “valorizando as  espécies arbóreas e arbustivas autóctones da flora portuguesa, isto é, as espécies espontâneas do país e da região. A escolha das espécies para cada local irá depender principalmente das características ecológicas de cada sítio. Serão privilegiadas espécies como carvalhos, sobreiros, amieiros, freixos, loureiros, medronheiros, ulmeiros, pinheiros-mansos, sabugueiros, amieiros, pilriteiros, entre outras espécies que se entendam mais adequadas”, diz Ana Vieira.

 A plantação decorrerá entre os meses de outubro e fevereiro do ano seguinte, eventualmente março, e todas as espécies plantadas terão uma placa identificativa, visando também a informação dos mais atentos e curiosos.

De referir, ainda, que a AAMDA tem a “Agenda 21 de Mindelo”, criada em 2003, sendo a primeira freguesia de Portugal a ter um documento que foi o primeiro passo no processo de mudança e de desenvolvimento sustentável daquela localidade e onde todos os mindelenses foram chamados a intervir. Em 2005 a “Agenda 21 de Mindelo” recebeu o 1.º prémio na categoria "ação local" do concurso "Pensar o Grande Porto".

A associação esteve parada durante nove anos, revitalizou-se no passado mês de janeiro e “nos últimos seis meses temos levado a cabo diversas atividades, nomeadamente limpezas de praia, sessões de sensibilização, palestras e seminários”, explica Ana Vieira, colocando o foco “na necessidade de alterar comportamentos com vista a alcançar uma maior sustentabilidade, sendo o nosso lema "fazer diferente faz a diferença". É nosso compromisso alertar, também, para a necessidade de as entidades competentes definirem um plano estratégico de desenvolvimento da Reserva Ornitológica de Mindelo, que se encontra em cenário de "quase abandono", sendo uma área histórica de grande riqueza natural e de biodiversidade”. Fica o alerta. MV

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