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FOCUSSOCIAL

Cáritas Diocesana de Coimbra

admitida como membro da Aliança Europeia da Inteligência Artificial

A Cáritas Diocesana de Coimbra foi admitida como membro da Aliança Europeia da Inteligência Artificial (AEIA), seguindo um convite da Comissão Europeia para integrar este novo organismo. Carina Dantas, diretora de Inovação da Cáritas Coimbra, representa a sua instituição na AEIA, participando nas diversas atividades a desenvolver até 2019.

A Comissão Europeia criou no passado mês de maio, a AEIA e formou um grupo de Peritos de Alto Nível sobre o mesmo tema que apoiarão a implementação da comunicação sobre inteligência artificial (IA), publicada em abril de 2018, providenciando recomendações sobre como abordar desafios e oportunidades de médio e longo prazo relacionados com a inteligência artificial e as diretrizes de ética nessa área.  De acordo com Carina Dantas, “o projeto de orientações será finalizado até ao final do ano e apresentado à Comissão Europeia no início de 2019. A Aliança Europeia da Inteligência Artificial e a sua plataforma já foram lançadas e irão abordar todos os aspetos da IA em discussões, blogs, documentos e eventos. As diretrizes de ética propostas pelo Grupo de Alto Nível serão também discutidas com os membros da AEIA através da plataforma e de uma série de workshops”

Neste sentido, a Comissária para a Economia Digital e Sociedade Mariya Gabriel enfatizou que, “a inteligência artificial traz enormes benefícios em potencial, mas também desafios e, portanto, é essencial envolver todos os atores, inclusive da academia, dos negócios e da sociedade civil. Estou confiante de que, juntos, vamos garantir que os sistemas de IA sejam desenvolvidos para o bem e para todos, respeitando nossos valores e direitos fundamentais.”

A Cáritas Coimbra tem-se dedicado a estas questões, seja nos projetos em que é parceira,  bem como na participação pública e investigação, nomeadamente na “metodologia de Verificação Ética para utilizadores, investigadores e criadores de Robôs de Cuidados Pessoais; D1.3 - Ética, Privacidade, Considerações Legais e Práticas Deontológicas (projeto GrowMeUp); ou Análise das Preferências e Expectativas dos Utilizadores Idosos quanto à Aparência, Personalidade e Interação de Robôs de Cuidados”.

Carina Dantas, em comunicado, diz, ainda que “ devido à participação da Caritas Coimbra em diversos projetos e redes da União Europeia, algumas preocupações ficaram óbvias para a organização ao abordar a digitalização dos cuidados e a utilização de inteligência artificial em soluções tecnológicas para enfrentar os desafios societais. Muito recentemente, durante a Conferência de parceiros EIP-AHA 2018, a Cáritas de Coimbra foi muito clara afirmando que “a ética não é uma opção”, no entanto, existe a necessidade de encontrar novas e melhores soluções para as necessidades dos cidadãos e isso só pode ser alcançado ao permitir a investigação e a inovação”.

O “Blueprint for a digital transformation of health and care in an ageing society, a estratégia do Mercado Único Digital e, mais recentemente, o GDPR, trouxeram diferentes desafios aos utilizadores finais, primários e secundários, estimulando-os a entender e definir as linhas finas e limites entre as possibilidades de inovação e as necessidades de salvaguardar a privacidade e os direitos básicos. É apanágio da Cáritas de Coimbra que a intervenção dos representantes do terceiro sector, utilizadores finais na elaboração de políticas, avaliação e produção de conhecimento é tão essencial como a de outros atores (como universidades e empresas) na implementação de soluções realistas, ajustadas às necessidades dos cidadãos, mas que também podem ser integradas nas políticas e fluxos de trabalho nacionais e internacionais, sendo produtos de uma verdadeira metodologia de cocriação”, explica a diretora de Inovação da Cáritas Coimbra.

+ info: www.caritascoimbra.pt

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