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FOCUSSOCIAL

Projeto ativa competências de empregabilidade em Águeda

Deixou esperança e perguntas difíceis a reclamarem ação!

por Paula Duque

Texto e fotos: Paula Duque

Quem já lá esteve – no desemprego – sabe muito bem como é. Ainda que por poucos meses, não se esquece nunca essa aflição de precisar de trabalhar e não ter um lugar nesse mercado que, nomeadamente em Portugal, está cada vez mais difícil, mais árido, mais surdo. Não para todos, de igual modo. Os jovens, em particular. Mesmo com formação. E os mais velhos. Os mais velhos que são, ainda, novos demais para ficarem inertes e jovens de menos param serem contratados. Ficar sem emprego entre os 35 e os 55 anos pode ser a pior das idades para sair do mercado de trabalho e voltar a entrar. O tempo passa e as respostas ou tardam ou não chegam. Se devolvem duas linhas a dizer que leram a candidatura e que o processo vai para a base de dados da empresa, já é uma alegria. Uma alegria precária, mínima mas uma alegria. Só pelo fato de haver retorno, resposta, comunicação. São dias sem fim a enviar curriculum vitae; dias sempre iguais à procura de anúncios que se encaixem no perfil e fora dele; dias inteiros a fazer candidaturas espontâneas, a bater a portas que não se abrem. Com sorte, aparece a oportunidade de uma ou outra entrevista. E o tempo passa veloz, indiferente, aos sonhos sem idade, às contas para pagar, aos compromissos de toda a espécie, à separação de famílias, ao sofrimento, à exclusão.

Indiferente ao futuro de cada um, o tempo avança e o silêncio adensa-se e a autoestima esbate-se, quantas vezes até à depressão. Num ápice, cai-se na pobreza e não há estatísticas que o desmintam.

A FOCUSSOCIAL ouviu algumas pessoas que vivem o drama do desemprego de longa duração e integraram o projeto CLICK. Homens e mulheres que fizeram parte daquele projeto-piloto que decorreu no concelho de Águeda e que, ente outros objetivos, visou fazer pontes entre a oferta e a procura de trabalho. Mas o caminho é ainda muito longo. Porque se trata, também, de mudar mentalidades. Porque não há resposta para perguntas simples como estas: porque é tão difícil arranjar emprego quando já não se está em idade de ter filhos ou se estes estão já criados? Porque é que a experiência não é valorizada? Porque é que uma pessoa com 40 anos dificilmente tem enquadramento na vida ativa?


A ver se 2015 abre caminhos. Políticas novas e ajustadas a esta realidade. Acreditar, contra o desânimo, é fundamental. Mas o país tem de agir, tem de acionar medidas concretas e céleres. Uma pessoa que não é oficialmente jovem, nem oficialmente reformada tem de ter lugar no mercado de trabalho. É imperativo que tenha.

O projeto “CLICK! Ativar competências de empregabilidade", dinamizado no âmbito do protocolo entre a EAPN Portugal e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) contou com a participação de 19 pessoas desempregadas, que procuram emprego, preferencialmente, no concelho de Águeda, cidade que acolheu a iniciativa. Os participantes foram acompanhados ao longo de nove meses, num conjunto de dez sessões, em estreita articulação com o tecido empregador local, que a EAPN Portugal e o IEFP integraram como parceiros no projeto, com vista a um maior conhecimento da procura e da oferta de trabalho da região, contribuindo para uma maior dinamização da iniciativa.

Este projeto-piloto trabalhou as áreas da responsabilidade social das empresas e a empregabilidade de públicos vulneráveis, facultando aos participantes formação que lhes permita atualizar os seus conhecimentos, aumentando a motivação e criando oportunidades nessa busca difícil que é procurar emprego em conjunturas económicas desfavoráveis. Em última instância esta iniciativa visou oferecer ferramentas que vão ao encontro das motivações e competências deste grupo, na procura ativa de emprego.

Liliana Pinto e Júlio Paiva, sociólogos da EAPN Portugal, acreditam que o projeto que coordenam pode mesmo fazer o click da diferença. Esse click que ativa competências e que os participantes desconhecem, podendo contribuir para a sua empregabilidade e, ao mesmo tempo, trabalhar valências pessoais muito importantes nesta demanda que se dá numa conjuntura tão difícil do país. “Este projeto-piloto trabalhou não só a vertente pessoal de cada indivíduo como se deteve, também, nas áreas da responsabilidade social das empresas”, explicam.
Nesta missão de trabalhar a empregabilidade de públicos vulneráveis, envolvendo diferentes parcerias, fundamentais para que fosse bem-sucedido, foram incansáveis na procura de apoios e no apoio que sempre procuraram dar a este grupo. “Tentamos sempre fazer a ponte entre as pessoas à procura de trabalho e o próprio mercado de trabalho. Daí entendermos dever efetuar parcerias que permitissem trabalhar sobre a realidade local, dando a conhecer o grupo a empresas que pudessem ajudar, também, pela via do conhecimento concreto. Ou seja, todas as instituições que fizeram parte deste projeto não estão alheadas desta realidade e conheceram as pessoas”, explicam os técnicos da EAPN Portugal.
É, por exemplo, o caso da Associação Empresarial de Águeda que se empenhou no projeto, tal como os outros parceiros, participando, por exemplo, na ação de speed recruitment (simulação rápida de entrevistas de trabalho) integrada no desenvolvimento do projeto "Click”. “Agradecemos a presença dos potenciais empregadores que permitiram a realização desta sessão e levaram consigo um conhecimento detalhado dos participantes neste projeto, podendo, com ele, abrir  janelas de oportunidade para a definição dos trajetos profissionais e das suas vidas” referem os sociólogos.

Porque é que uma pessoa com 40 anos dificilmente tem enquadramento na vida ativa?

“Afinal que Portugal queremos?” pergunta de forma retórica, Conceição Arede, técnica da Associação Empresarial de Águeda, quando lhe é pedido para se pronunciar sobre a utilidade deste projeto. “Temos de pensar nisto com muita seriedade. Não podemos deixar-nos cair no conformismo; projetos como este têm não só o mérito de nos mostrar o rosto das pessoas, de nos darem a conhecer o seu percurso profissional, as suas ambições profissionais, legítimas, como também de nos comprometerem, enquanto sociedade responsável e interveniente. A falta de trabalho para os seus cidadãos é um problema gravíssimo, uma enorme lacuna que temos de tentar colmatar por todos os meios ao nosso dispor. E este projeto mostra-nos a importância da ação e, ainda, a humanização dos processos. São pessoas, não são números”, diz Conceição Arede.
“Contactei, neste grupo, com indivíduos com muita vontade de trabalhar, pessoas com valor, muito boas profissionalmente. Temos de reformular o nosso modo de ver. Uma pessoa com 45 anos tem de ter, obrigatoriamente, enquadramento na vida ativa. Temos de refletir sobre isto e agir rapidamente. Não podemos continuar a olhar para esta realidade com estereótipos! Não podemos continuar a enfrentar com passividade o problema do desemprego! As maternidades fecham e os cemitérios alargam-se. É o que vivemos atualmente. Imagine o futuro, se não damos rapidamente a volta a isto. As pessoas com a idade dos participantes neste projeto sentem-se preteridas relativamente aos jovens. Depois, claro, caem em depressões profundas. São necessárias medidas concretas e muito sérias para enfrentar esta situação”, refere Conceição Arede, que teve a oportunidade de contactar com alguns intervenientes e remata: “a experiência destas pessoas tem de ser valorizada e, ao menos nisto, o projeto Click trouxe esperança”.

Testemunhos contra a indiferença do atual mercado de trabalho

Dina Oliveira, 51 anos, desempregada, mãe de três filhos é uma das pessoas que participou no projeto, acreditando que a sua vida pode melhorar, apesar de o seu último emprego ter sido em 2004. “Às vezes é mais difícil de acreditar, no entanto, há dias em que acredito e esta formação ajudou-me a desenvolver as minhas competências de comunicação e a ganhar mais confiança em mim. Sou uma pessoa experiente, trabalhei dezoito anos no comércio. Mas a vida dá voltas. Neste momento ambiciono encontrar algo que me preencha, algo que contrarie esta sociedade de consumo, cada vez mais desumana e que separa as pessoas. Tenho um filho de 30 anos que emigrou; uma filha de 24 que está a tirar um mestrado e um menino de 14 anos. Não posso mesmo baixar os braços, entende?” Entendemos. E é também por isso que queremos ouvir o seu testemunho. Dina Oliveira sente-se “uma pessoa diferente” mas na busca de motivação “sou igual a toda a gente. Todos precisamos de nos sentir motivados e este projeto, neste aspeto, é mesmo muito importante. A mim, nunca ninguém me deu nada. Estou habituada a ir à luta, sinto-me com capacidade para fazer qualquer coisa, só preciso de uma oportunidade”, refere, acrescentando: “só temos esta vida e é mesmo muito triste não conseguirmos ter uma chance para mostrar que somos capazes; para nos realizarmos”.

Ricardo Carvalho, 46 anos, está, também, em busca de trabalho e, só por isso integrou este grupo, à espera de que, de alguma forma, se abrissem algumas portas, mas até ao momento (Novembro 2014) não aconteceu. “Não sei se este projeto poderá resolver o nosso problema de desemprego, no entanto, acreditamos que sim, que, eventualmente, pode ajudar a atingir objetivos que sozinhos não somos capazes. Mas gostaria de lembrar que estamos aqui porque precisamos de trabalho; não de carinho. Ou seja, aqui estamos à espera de conseguir ainda mais competências e contactos para que tal se viabilize. Mas, pelo que vejo, é muito difícil arranjar trabalho a partir de certa idade. Tem de haver uma forte mudança de mentalidades; tem de haver empregadores que valorizem a experiência de trabalho e paguem justamente por ela”.

Otelinda Santos está sem emprego há quatro anos, tem 49 e quer inscrever-se para frequentar o 9º ano mas a aceitação está difícil porque “dão preferência a quem tem subsídios. Eu vivo de uma pensão de viuvez: trezentos euros. O mais que me é permitido são os cursos de formação. Ainda agora fiz um de informática e gostei bastante do que aprendi. Só tenho o 6º ano. Sempre fui operária. Trabalhei numa empresa de tijolo burro; agora corro, corro e nada, entrevistam-me mas preferem pessoas mais jovens. É sempre o mesmo. Aqui, neste projeto, o que mais gostei? De ter consciência dos meus direitos e deveres, de pensar positivamente, de ter em conta a minha aparência, dos colegas e das conversas. Não me senti tão sozinha”.

E este sentimento, o de pertencer a um grupo e o de partilhar experiências, foi também a motivação de Isabel Silva, 52 anos, com 14 de experiência no setor de turismo. “ Sonho, ainda, tirar um curso de turismo, conhecer novas terras e novas pessoas. Isto motiva-me muito e por isso digo-lhe que gostei de tudo. Estou sempre disposta a aprender, a olhar para mim e para os outros e ver oportunidades de melhorar. Aqui, isso foi possível. Gostei bastante”. O mesmo balanço faz Susana Costa, 37 anos, um dos elementos mais novos do projeto Click. Está há três anos e meio no desemprego “ mas esta formação é muito positiva porque nos ensina a valorizar o que temos de melhor para dar e, ao mesmo tempo, ajuda-nos a descobrir novas competências e, muito importante, a enfrentar as dificuldades com espírito positivo, não perdendo a vontade de ir à luta”. O mesmo nos disse, por outras palavras, Helena Perdigão, 38 anos, duas licenciaturas, uma em Português e outra em Serviço Administrativo, uma tentativa de gerar alternativas já que com o curso de Português nada conseguiu. No entanto, com mais um curso, continua desempregada. “Aqui, durante este tempo, aprendemos a contornar obstáculos, a sair da nossa zona de conforto, a ver as coisas pelo lado mais positivo e menos doloroso. É muito doloroso querer um trabalho e não ter direito a ele".
Susana Costa é licenciada em Serviço Social e “gostava muito de trabalhar com vítimas de violência doméstica, contribuir para pesquisas e estudos”, mas até para administrativa e rececionista se candidatou. Reconhece “os constrangimentos económicos acentuados pela crise e os problemas que veio trazer a tantas famílias mas, mesmo assim, nunca desisti da maternidade”. Tem muita pena que o mercado de trabalho esteja “direcionado para os recém-licenciados, onde há mais incentivos ao emprego. Na nossa idade, incrivelmente, é tudo mais difícil e as políticas de apoio às famílias são muito frágeis. Quero acreditar que o mercado de trabalho está com esperança mas noto, ainda, muitas reservas. Tento acreditar que vai melhorar, mas também não posso andar por aí a sonhar, porque a queda, depois, é maior”.

Em 2012 ficou sem emprego porque engravidou e já tinha um filho pequeno, chama-se Laura Souto, tem 39 anos e apesar de se sentir triste com a realidade do país não vai desistir. “Depois de traçarmos o que queremos da vida, não devemos abandonar os sonhos. A maternidade é muito importante para mim. O trabalho também, mas o normal é podermos conciliar estas duas vertentes tão importantes na nossa vida. Trabalhei como relações públicas mas agora está muito difícil voltar a arranjar uma colocação. Estou naturalmente condicionada, do ponto de vista geográfico, por exemplo, não posso aceitar um trabalho que não me permita cumprir os horários para ir buscar os meus filhos, ao final do dia. De qualquer forma, este projeto ajudou-me a valorizar ainda mais as minhas opções, fez-me acreditar mais em mim, a não desistir com facilidade”.

Por seu lado, Rui Simões, 55 anos, está há dois anos sem trabalho e, ao serviço só de uma empresa, conta 26 de experiência. Técnico de mobiliário e desenhador projetista viu-se pela primeira vez na vida confrontado com a necessidade de enviar currículos vitae. “ Nunca tinha elaborado um curriculum e aprendi aqui, nesta formação do projeto Click. Achei isto tudo que aprendi muito positivo e também gostei muito do grupo. Arranjar emprego, mesmo com a minha experiência e dedicação profissional tem sido muito difícil. As pessoas não valorizam a nossa experiência, querem, como costuma dizer-se, uma galinha gorda por pouco dinheiro. Eu creio que o mercado de trabalho está mais negro do que aquilo que se diz. Estamos na prisão com a porta aberta. Tentamos não desanimar, mas é muito difícil, acredite”.

Conhecimento, ferramentas, atitude

Núria Mendoza é psicóloga e formadora, com larga experiência em ajudar pessoas e empresas a atingirem os seus objetivos. Certificada internacionalmente, é master em Programação Neurolinguística e criou a sua própria marca de coaching emocional e relacional, sendo responsável pela motivação deste grupo de pessoas que integraram o projeto Click.
Com eles, “um grupo muito especial”, trabalhou objetivos gerais e específicos que visaram estabelecer uma ligação entre a procura e a oferta de emprego, dotar os participantes de competências comunicacionais e relacionais para a busca ativa de emprego e, ainda, contribuir para o desenvolvimento de processos de requalificação junto dos participantes.

Conhecimento, ferramentas, atitude. São três eixos de um modelo trabalhado durante a formação do projeto Click. Visa estudar as competências que são necessárias e importantes para alcançar resultados e conquistar objetivos.
O Modelo ACF, assim conhecido, surgiu a partir de investigações feitas nos Estados Unidos da América, com o intuito de perceber quais as principais competências que os empregadores procuram quando recrutam. Cada vez mais procuram-se para além das notas académicas, dos cursos tirados e da experiência profissional prévia; procuram-se “pessoas diferenciadoras”. Todos nós temos características que nos diferenciam uns dos outros, umas inatas, outras adquiridas que podem ser agrupadas em três grupos: conhecimento, ferramentas e atitude. O principal objetivo deste modelo é levar as pessoas a fazerem boas perguntas para se descobrirem nestas três valências a nível pessoal e profissional e, simultaneamente, querer saber sempre como melhorar. Esta postura é fundamental.
“A atitude é algo com que nascemos ou é adquirida? Qual a melhor atitude para se ter no dia-a-dia? Será a atitude mais importante que o conhecimento e as ferramentas?” Todas estas interrogações tiveram espaço para serem colocadas e respondidas neste projeto que deu mais segurança a todos os participantes. Foi esse, um dos denominadores comuns de todos aqueles que nos foi permitido ouvir. “Estudos comprovam que as pessoas com uma atitude positiva, focada nos resultados, motivadora, autoconfiante, pró-ativa e determinada têm a base necessária para o sucesso. Com essa atitude facilmente conseguem adquirir os conhecimentos necessários assim como as ferramentas para que possam ter sucesso numa determinada atividade ou relação”, explica Núria Mendonza.
Sendo certo que a atitude incorpora diversas características pessoais que contribuem para o sucesso tais como, a autoconfiança, a autoestima, a motivação, a criatividade, o altruísmo, a honestidade e o otimismo; “a atitude não se cria mas desenvolve-se; atitude é perguntar quando não se sabe e treinar quando se quer desenvolver”, explica a dinamizadora do grupo, acrescentando que “a atitude em algumas pessoas tem base genética, no entanto, independentemente do ponto de partida pode ser desenvolvida. Todas as pessoas têm potencial para ter uma atitude absolutamente incrível”.
É, por assim dizer, a partir da atitude que se potencia o conhecimento e as ferramentas. “ O conhecimento e as ferramentas sem atitude são não ação”, deixa claro Núria Mendonza que não se cansa de questionar, de lançar perguntas para que se possa pensar melhor e agir em conformidade.
“Será que temos neste momento conhecimentos necessários para ter uma profissão de sonho? Que outros conhecimentos podemos adquirir para aumentar a nossa diferença e qualidade de saber?”

Conhecimento é toda a aquisição de informação ao longo da nossa vida. Diz respeito aos estudos que temos, livros que lemos, cursos que tiramos e tudo o mais que possa ser uma mais-valia no nosso dia-a-dia. A nossa experiência é muitas vezes vista como uma mais-valia de conhecimento prático.
“No fundo é tudo aquilo que eu sei e que vai contribuir para o sucesso da minha atividade. Pode incluir conhecimento técnico ou conhecimentos de áreas mais abrangentes; pode ser adquirido e ensinado. Resulta muito de uma reflexão sobre o que eu aprendi com um determinado conhecimento específico do passado e como o posso aplicar na minha função atual. Por exemplo, se trabalhei 10 anos no atendimento ao cliente o que aprendi acerca de relacionamento interpessoal que possa, agora, ser útil? Que ferramentas detenho neste momento? Que outras ferramentas posso adquirir, interroga sempre Núria Mendonza, para exemplificar algumas das técnicas que usa nas suas sessões, agitando o espírito dos participantes em direção à ação.
Quando se fala na aquisição de ferramentas, como é sabido, fala-se na aquisição de competências que são uma mais-valia para qualquer atividade
laboral: a comunicação, por exemplo, é uma poderosa ferramenta e “dominar os segredos da comunicação é uma arte; a capacidade de influenciar, de liderar, de gerir, são outros exemplos muitas vezes solicitados”, explica a psicóloga.
São as competências adquiridas, o saber fazer, que contribuem para o sucesso. Incluem a comunicação; a resolução de problemas; a gestão, a liderança; assim como ferramentas específicas para a função – podem ser adquiridas e ensinadas. “O principal objetivo desta competência é ajudar a pessoa a perceber o que já aprendeu e o que precisa aprender para ajudar a alcançar os objetivos dentro de uma empresa. Quando abraçamos um novo desafio profissional é extremamente importante refletir sobre o que é esperado de nós a nível de conhecimentos, ferramentas e atitude quer pela empresa, quer pelos colegas, quer pelos clientes”, explica,  acrescentando que “este projeto é, sem dúvida, uma iniciativa que visa o aumento de competências, permitindo melhores resultados na ajuda a todos este profissionais.
E é esta a finalidade do coaching, um processo que ajuda as pessoas a tomar consciência dos recursos que têm, do que já fazem bem e do que podem melhorar. Ajuda a desenvolver competências e a treinar novas ferramentas, quer ao nível da comunicação, como foi dito, quer ao nível do comportamento, como ficou testemunhado. É um processo de melhoria e de crescimento pessoal que potencia recursos pessoais e outros e aumenta a vontade de continuar à procura daquilo que se quer. Ajuda, ainda, a perceber quais os pontos fortes de cada indivíduo e identifica o que deve ser treinado, auxiliando na tomada de decisões e na definição de objetivos. Acima de tudo, é uma injeção de força de vontade para seguir viagem.

Para além da Associação Empresarial de Águeda foram, ainda, parceiros do projeto a ABIMOTA; a Associação Comercial de Águeda; a Associação Literal Propósito; Bela Vista IPSS; Câmara Municipal de Águeda; Centro Social Paroquial de Recardães, CERCIAG; empresa HFA - Henrique, Fernando e Alves e Santa Casa da Misericórdia de Águeda.

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